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Mulher que descartou recém-nascido em lixão no DF ocultou gestação, relatam parentes

Familiares informaram que a mulher de 35 anos que abandonou um recém-nascido em um amontoado de lixo no Recanto das Emas, Distrito Federal, na sexta-feira (25), manteve a gravidez em segredo. Segundo os parentes, o silêncio teria relação com o fato de o bebê ter sido concebido enquanto o marido da suspeita ainda estava preso.

Câmeras de segurança da região registraram a mãe caminhando com uma sacola que, de acordo com a investigação, continha o bebê. As imagens mostram hesitação inicial, seguida pelo descarte do pacote no lixo.

Localizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, a mulher foi encaminhada a uma unidade de saúde por apresentar anemia pós-parto e, na sequência, conduzida com o companheiro à 27ª Delegacia de Polícia. O casal foi autuado em flagrante por infanticídio e será transferido para a Divisão de Controle e Custódia de Presos, onde aguardará decisão judicial.

O Instituto de Medicina Legal realiza exames para apurar se a criança nasceu com vida, se foi descartada ainda viva e se estava viva no momento da carbonização. O laudo pode levar até 30 dias.

Agentes também cumpriram mandado de busca na residência da suspeita para verificar a dinâmica do parto e a possível presença de medicamentos abortivos.

O caso veio à tona quando um catador de recicláveis encontrou o corpo do recém-nascido, ainda com a placenta, entre os resíduos. Ele avisou a uma mulher que passava, a qual passou mal e procurou ajuda em uma borracharia próxima. O proprietário, Adriano Pereira Leite Neto, de 45 anos, prestou socorro e acionou a Polícia Militar. Em relato, afirmou ter se deparado com uma cena difícil.

Antes de ser confrontada com as imagens, a mãe alegou às autoridades ter sofrido aborto espontâneo, afirmando que o feto caiu no vaso sanitário. O companheiro inicialmente declarou não ter conhecimento da gestação; depois, mudou a versão e disse ter notado sangramentos antes de sair para o trabalho, retornando às 6h, quando o bebê já havia sido descartado.

A narrativa do casal diverge das provas coletadas. As gravações mostram a mulher saindo de casa com o saco de lixo, recuando em um primeiro momento e, em seguida, completando o descarte.

A polícia procura um homem registrado nas mesmas câmeras ateando fogo no monte de lixo. Ainda não há confirmação se ele tinha conhecimento da presença do bebê ou se pretendia apenas incendiar os entulhos.

Com informações de Metrópoles

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