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Conversas divulgadas pela imprensa sugerem vínculo próximo entre Alcolumbre e Vorcaro; senador contesta

Mensagens atribuídas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicam relacionamento pessoal com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O material foi publicado nesta quinta-feira (24) pela revista Veja e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo as reportagens, após a eleição de Alcolumbre para a presidência do Senado, Vorcaro enviou felicitações, e o parlamentar teria respondido com agradecimentos, chamando o interlocutor de “irmão” e usando expressões afetuosas. Ainda de acordo com os veículos, conversas mostram organização de festas privadas que envolveriam bebidas e a contratação de mulheres vindas da Europa.

Os textos afirmam que o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria teria intermediado o contato entre o senador e Vorcaro em grupos de mensagens. Em nota enviada à Veja, Faria declarou que a conversa sobre reserva de suítes em hotel referia-se a uma viagem corporativa de quatro empresários para Londres, destinada à avaliação de investimento minoritário no clube de futebol inglês Queens Park Rangers, sem qualquer ligação com Alcolumbre. O empresário acrescentou que encontrou o senador fora do Brasil apenas uma vez, em outubro de 2023, durante evento empresarial em Paris.

Em nota encaminhada à Gazeta do Povo, Alcolumbre afirmou que as mensagens têm caráter pessoal, não evidenciam ilegalidade e que irá adotar medidas judiciais. O parlamentar disse considerar-se alvo de tentativa de intimidação, declarou saber de onde partiram as acusações e prometeu buscar responsabilização dos envolvidos. Ele também criticou a revista Veja, acusando-a de praticar sensacionalismo e de não ter cumprido o dever de ouvir a parte citada.

As publicações lembram que a defesa de Vorcaro propôs acordo de delação premiada à Polícia Federal, oferecendo detalhar suposto repasse de US$ 30 milhões ao senador por meio de conta secreta no exterior. O acordo não foi aceito, e Alcolumbre negou proximidade ou qualquer irregularidade.

O presidente do Senado não atendeu a pedidos para instaurar CPI destinada a investigar o Banco Master. Diante da resistência, parlamentares da oposição acionaram o Supremo Tribunal Federal na tentativa de viabilizar a comissão.

Investigações ligadas ao caso Master apontam envolvimento da Amapá Previdência (Amprev), que tinha como conselheiro o irmão de Alcolumbre e era presidida pelo ex-tesoureiro de sua campanha. A Amprev aplicou R$ 400 milhões no Banco Master e foi alvo de operações da Polícia Federal em fevereiro e março, apurando possível influência política e rapidez na aprovação de aportes considerados de alto risco.

Alcolumbre reiterou que seguirá “até as últimas consequências”, dentro da lei, para esclarecer os fatos e proteger sua honra.

Com informações de Gazeta do Povo

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