O feriado de 1.º de janeiro, adotado globalmente como início do ano graças ao calendário gregoriano, tem raízes que remontam a práticas muito anteriores à sua oficialização pela Igreja Católica no fim do século XVI.
Da Roma Antiga ao calendário juliano
Registros apontam que povos da Antiguidade comemoravam a virada anual em março, mês associado ao fim do inverno e ao começo da primavera no hemisfério norte. No Império Romano, o primeiro dia do ano era dedicado ao deus Jano, divindade das passagens. Em 46 a.C., o imperador Júlio César instituiu o calendário juliano e antecipou o início do ano para 1.º de janeiro, fixando a referência que mais tarde seria consolidada pelo mundo ocidental.
Tradições brasileiras
No Brasil, a noite de 31 de dezembro, conhecida como Réveillon, reúne eventos públicos, shows, queima de fogos e celebrações familiares. Entre os costumes populares estão vestir roupas brancas, brindar com champanhe, pular sete ondas, comer lentilhas e guardar sementes de romã. À meia-noite, a música “Adeus, ano velho; feliz ano-novo” costuma embalar os festejos.
Outros calendários e celebrações
Fora da tradição ocidental, diferentes culturas utilizam referências próprias para marcar a troca de ciclo:
Imagem: Reprodução
- Ano-novo chinês – segue o calendário lunar e ocorre entre janeiro e fevereiro, com desfiles, danças de dragões e decoração vermelha.
- Rosh Hashaná – o ano-novo judaico acontece entre setembro e outubro, focado em orações, reflexão e encontros familiares.
- 1.º de Muharram – data que marca o novo ano muçulmano, podendo começar em maio, celebrada com práticas religiosas e momentos de introspecção.
Apesar das diferenças de datas e ritos, todas as celebrações compartilham o mesmo propósito: fechar um ciclo e abrir espaço para um período que se inicia.
Com informações de Sou de Palmas
