A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar o pedido que solicitava a abertura de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A decisão, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, foi tomada apesar de três pontos levantados por parlamentares de oposição: o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes; relatos de que o ministro teria realizado seis ligações em um único dia ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para acompanhar a negociação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB); e a viagem do ministro Dias Toffoli em avião do advogado do banco para assistir à final da Copa Libertadores.
Para Gonet, nenhum dos fatos apresentados constitui indício suficiente para justificar um procedimento investigatório formal contra Moraes. Com isso, o pedido foi arquivado.
Reação no Congresso
O arquivamento motivou nova ofensiva da oposição, que anunciou a apresentação de requerimento de impeachment contra Moraes e a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar a situação do Banco Master.
Acareação mantida
Paralelamente, o ministro Dias Toffoli manteve a acareação que havia determinado entre o diretor de Fiscalização do Banco Central e investigados no caso Master. A medida alimentou especulações de que a estratégia poderia favorecer a defesa do banco na tentativa de reverter o processo de liquidação.
Imagem: José Cruz
Impacto no mercado
Agentes do mercado financeiro passaram a manifestar preocupação com os desdobramentos do caso. A manutenção da acareação, segundo analistas citados no processo, acendeu um sinal de alerta sobre a credibilidade do Banco Central na condução da supervisão bancária.
O processo relativo ao Banco Master envolve suspeitas de irregularidades bilionárias e segue sob acompanhamento de órgãos de controle.
Com informações de Gazeta do Povo
