O deputado federal Eli Borges oficializou sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Tocantins após filiar-se ao Republicanos, legenda comandada no estado pelo governador Wanderlei Barbosa. A entrada na disputa por uma das duas vagas na bancada tocantinense ocorre com respaldo direto do chefe do Executivo estadual e a adesão formal de mais de 80 prefeitos entre os 139 municípios tocantinenses.
A coordenação política da campanha aponta a capilaridade municipal como eixo central da estratégia. O grupo avalia que o apoio de prefeitos, lideranças regionais e comunitárias amplia a presença do parlamentar no interior, considerado um cenário eleitoral pulverizado.
O pré-candidato projeta mobilizar 396.908 eleitores evangélicos registrados no estado. Para converter esse contingente em votos, pretende consolidar aliança com o pastor Amarildo Martins da Silva, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus Nação Madureira no Tocantins (CONEMAD-TO), denominação apontada como a maior entre as igrejas evangélicas locais.
Eli Borges também articula fortalecimento da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) no Senado. Atualmente, o colegiado é presidido pelo senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, e tem a senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, na vice-presidência. A FPE atua em defesa de pautas de costumes e valores conservadores no Congresso Nacional.
O quadro de pré-candidatos ao Senado no Tocantins inclui a deputada Professora Dorinha (UB), o senador Eduardo Gomes (PL), o deputado federal Carlos Gaguim (UB), Ronaldo Dimas (Podemos) e a possível postulação de Vanderlei Luxemburgo (Podemos). Também são citados o senador Irajá Abreu (PSD), o deputado federal Alexandre Guimarães (MDB), Fábio Ribeiro (Rede) e Bernadete Aparecida (PSOL).
Com nove mandatos parlamentares na carreira, Borges enfatiza a destinação de emendas e recursos às áreas de saúde, assistência social e infraestrutura urbana em municípios tocantinenses. Segundo a coordenação, o discurso pretende equilibrar a pauta conservadora com demandas socioeconômicas diversas do eleitorado.
A pré-candidatura alia a representação de um segmento religioso expressivo ao apoio de mais da metade dos prefeitos do estado, evidenciando a intersecção entre fé, política local e estrutura municipalista no Tocantins.
Com informações de Atitude Tocantins
