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Ligação de Jaques Wagner com ex-sócio do Banco Master pressiona Lula

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou no centro de uma crise após a revelação de que teria se beneficiado de sua relação com o banqueiro baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, nome associado ao Banco Master.

Embora não seja candidato à Presidência da República, Wagner ocupa posição estratégica no Congresso. Todas as pesquisas de intenção de voto citadas no texto original indicam Lula e o senador Flávio Bolsonaro como os nomes mais competitivos para o Planalto. Flávio é mencionado no caso Banco Master por ter solicitado recursos a Vorcaro para a produção de um filme em exaltação a seu pai, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.

A proximidade de Wagner com Ferreira Lima é apontada como potencial ameaça à imagem do governo e, consequentemente, à candidatura de Lula. Nesse cenário, o artigo indica como alternativas a saída voluntária de Wagner da liderança ou sua substituição direta pelo presidente.

O episódio é comparado à reação de Lula diante de denúncias contra o então ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Em 5 de setembro de 2024, a ONG Me Too divulgou acusações de assédio sexual contra Almeida; no dia seguinte, o presidente determinou sua demissão, alegando que a gravidade das denúncias tornava sua permanência inviável.

As acusações atribuem a Almeida ter assediado Anielle Franco, à época ministra da Igualdade Racial e irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro. Almeida nega as imputações. O processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e o ex-ministro ainda não foi notificado.

O texto também rememora decisões do ex-presidente Itamar Franco. Em 1993, ele exigiu a saída de Henrique Hargreaves da Casa Civil após o colaborador ser citado por corrupção em uma CPI; meses depois, com a inocência confirmada, Hargreaves foi reconduzido. Já Eliseu Resende deixou o Ministério da Fazenda quando se soube que, antes de assumir o posto, tivera uma diária de hotel em Nova York paga pela construtora Odebrecht.

Nessa linha de precedentes, o artigo sustenta que Lula tende a distanciar-se publicamente de Wagner. Ontem, ambos conversaram por telefone, e, em entrevista à BandNews, o senador relatou ter recebido solidariedade do presidente. Ainda assim, o texto afirma que Lula não conseguiria atacar Flávio Bolsonaro pela ligação com o Banco Master mantendo Wagner à frente da liderança governista no Senado.

Com informações de Metrópoles

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