Cientistas japoneses apresentaram o projeto Luna Ring, que prevê a construção de um anel contíguo de painéis solares ao redor do equador lunar para captar luz do Sol de forma permanente e transmitir eletricidade à Terra. Segundo informações divulgadas pela Shimizu Corporation, a estrutura seria erguida com materiais extraídos do solo da Lua e montada por robôs autônomos, estratégia que reduziria custos e a necessidade de transporte de cargas a partir do planeta.
A proposta estabelece três etapas fundamentais: envio de sondas e robôs para mapear o terreno e prepará-lo, instalação dos painéis e dos sistemas de transmissão usando recursos locais e, por fim, início do envio de energia às estações receptoras terrestres. A energia solar coletada seria convertida em feixes de micro-ondas ou lasers de alta densidade direcionados com precisão a antenas conhecidas como rectenas, projetadas para reconverter os feixes em eletricidade para a rede.
A Shimizu Corporation destaca que o Brasil reúne características consideradas favoráveis para abrigar parte dessas rectenas. A extensão territorial oferece espaço para a instalação segura de antenas de grande escala; a posição geográfica é apontada como estratégica para receber os feixes provenientes do equador lunar; e a demanda interna de energia poderia absorver e distribuir volumes significativos do fornecimento contínuo previsto pelo sistema.
Entre os desafios identificados estão o transporte inicial de equipamentos, a operação autônoma dos robôs na superfície lunar, o desenvolvimento de tecnologias de transmissão de alta eficiência e a comprovação de viabilidade econômica do empreendimento. Também serão necessárias garantias de segurança para evitar interferências em comunicações ou navegação aérea e acordos internacionais sobre o uso do espaço.
Se concretizado, o Luna Ring pode reduzir custos de eletricidade, diminuir a dependência de hidrelétricas e termelétricas e impulsionar a criação de empregos especializados na manutenção e operação das novas infraestruturas energéticas, de acordo com os autores do projeto.
Com informações de Olhar Digital
