Mais de três anos depois de assumir o controle do X, antigo Twitter, Elon Musk prepara a liberação do X Money, serviço de pagamentos integrado que deve chegar ao público ainda neste mês em fase inicial.
A proposta reúne funções comuns a bancos digitais: transferências sem cobrança entre usuários, conta com rendimento, cashback em compras e cartão de débito Visa personalizado. Informações obtidas pela Bloomberg apontam que quem já testou o sistema relata devolução de 3% em compras elegíveis e juros de 6% sobre saldos em dinheiro, percentual acima da média de mercado.
O pacote incluirá também um assistente virtual com inteligência artificial desenvolvido pela xAI, projetado para acompanhar gastos e organizar o histórico financeiro. A iniciativa faz parte da estratégia de Musk de aproximar o X do modelo de superaplicativos populares na Ásia, como o WeChat, que concentram múltiplos serviços em um único ambiente. Em 10 de março de 2026, o empresário informou em publicação na própria rede que o acesso público inicial começaria no mês seguinte.
No campo regulatório, a empresa precisa de licenças em todos os estados norte-americanos para operar como plataforma de pagamentos. Até o momento, obteve autorização em 44 estados, mas ainda aguarda aval de regiões consideradas estratégicas, entre elas Nova York e Massachusetts.
Parlamentares manifestam preocupação com o tratamento de dados financeiros sensíveis. Em carta enviada a Musk, a senadora Elizabeth Warren afirmou que a incapacidade da companhia de administrar o X de forma segura e responsável não gera confiança na expansão para o financiamento ao consumidor.
Analistas também observam desafios de modelo de negócios. Embora as transferências entre usuários sejam populares, costumam gerar baixo retorno financeiro direto. A expectativa é que o X Money precise oferecer crédito, serviços financeiros completos e experiência de consumo integrada para se tornar a principal conta bancária dos usuários. A ausência de infraestrutura robusta para comércio eletrônico na plataforma é considerada outro ponto crítico.
Mesmo assim, a rede reúne cerca de 600 milhões de usuários mensais e já permite que criadores de conteúdo recebam pagamentos, o que pode favorecer a adoção inicial do X Money e gerar movimentação financeira desde o lançamento.
Com informações de Olhar Digital
