O Nasdaq Composite avançou 1,6% nesta quarta-feira (15) e superou, pela primeira vez desde outubro, seus recordes de pontuação intradiária e de encerramento. O índice ultrapassou o patamar de 24.020 pontos, acima do pico anterior de 24.019,99 registrado em 29 de outubro, data em que a Nvidia alcançou valor de mercado superior a US$ 5 trilhões (R$ 24,9 trilhões).
A nova máxima ocorre após semanas de instabilidade que afetaram os papéis de tecnologia. No início do ano, o setor sofreu perdas relacionadas a temores sobre avaliações elevadas, impactos da inteligência artificial (IA) e dúvidas sobre o retorno dos investimentos das grandes companhias.
Ferramentas de IA lançadas pela Anthropic no início de fevereiro ampliaram as preocupações acerca de uma possível interrupção dos modelos tradicionais de negócios das empresas de software, pressionando ainda mais as cotações.
No fim de março, o Nasdaq entrou em correção ao cair 10% em relação ao topo precedente, movimento associado à escalada do conflito no Oriente Médio e à alta do petróleo, fatores que reacenderam receios inflacionários e tornaram incerta a política monetária.
Posteriormente, um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e iniciativas para encerrar a guerra elevaram o apetite por risco, devolvendo foco aos gigantes de tecnologia e IA que haviam impulsionado o mercado norte-americano no ano anterior.
Fabricantes de chips lideram os ganhos no S&P 500 em 2026, enquanto, entre as chamadas Sete Magníficas, a Amazon exibe o melhor desempenho, refletindo maior confiança dos investidores em seus projetos de expansão em IA.
A busca por ações do segmento cresce às vésperas de uma nova temporada de balanços. Projeções da LSEG I/B/E/S até 10 de abril indicam expectativa de aumento de 46,2% nos lucros de tecnologia da informação do S&P 500, ante 35,8% no início do ano, o maior avanço previsto entre todos os setores.
Com informações de Olhar Digital
