A Polícia Civil do Tocantins desarticulou um grupo suspeito de aplicar golpes contra homens que buscavam serviços de acompanhantes pela internet. A ação, denominada Operação Vitrine Oculta, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros (MG), onde funcionava a base da associação criminosa.
Conforme o inquérito conduzido pela Delegacia de Investigações Criminais de Palmas (DEIC), as vítimas agendavam encontros em hotéis de Palmas após contato com perfis femininos em sites de acompanhantes. Quando chegavam ao local, a pessoa contratada não aparecia. Nesse momento, o intermediário passava a exigir valores sob a justificativa de taxa de cancelamento, alegando que o serviço teria sido prestado.
Os investigados cobravam transferências imediatas via Pix e afirmavam possuir dados bancários e pessoais dos clientes para intimidá-los. Áudios obtidos pela polícia revelam ameaças agressivas; em um dos trechos, um suspeito afirmou que, se não recebesse R$ 300, iria até a residência da vítima para recolher objetos de valor até atingir o montante.
Uma das vítimas, em Palmas, realizou diversas transferências que totalizaram R$ 2,5 mil por medo de represálias contra a própria vida e a família. Seis pessoas já registraram ocorrência no Tocantins, mas os investigadores acreditam que o número real de lesados seja maior, pois muitos evitam denunciar para não expor a vida privada.
Além das buscas, a Vara de Garantias de Palmas determinou a quebra de sigilo de dados dos celulares apreendidos. A apuração aponta divisão de funções dentro do grupo: uma mulher criava perfis falsos para atrair clientes; um homem com antecedentes criminais enviava as ameaças; outra mulher administrava as contas bancárias que recebiam o dinheiro.
Os nomes dos investigados não foram divulgados, e o g1 informou que não conseguiu contato com as defesas.
Com informações de G1
