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Defesa de Walter Delgatti solicita redução de pena com base em leituras, cursos e notas no Enem

A defesa de Walter Delgatti Neto encaminhou em 23 de março um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a pena do réu seja diminuída em quase seis meses. O requerimento menciona a participação do detento em atividades educacionais, leituras literárias e seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como justificativas para o abatimento.

Conhecido como “hacker de Araraquara”, Delgatti cumpre oito anos na Penitenciária de Tremembé pelo acesso não autorizado ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inclusão de um falso mandado de prisão contra o próprio Moraes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). A petição foi apresentada pelo advogado Ariovaldo Moreira.

Entre as obras lidas, a defesa relaciona “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes, “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. As leituras integram o programa Lendo a Liberdade, coordenado pela Fundação Manoel Pedro Pimentel (Funap), vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo.

O documento cita ainda as pontuações obtidas por Delgatti no Enem: 700 em Redação, 476,8 em Ciências Humanas, 550,7 em “Liniguagens” e 636 em Matemática.

Para reforçar o pedido, a defesa inclui certificados de quatro cursos. O mais extenso, com 200 horas, é um curso de almoxarife oferecido pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSuldeminas). Também foram concluídos o Programa de Educação para o Trabalho (Proet), com 72 horas, o curso “Ideia de Negócio” do Sebrae, com 12 horas, e “Cinema, Vida e Obra de Amácio Mazzaropi”, do Instituto Mazzaropi, igualmente com 12 horas.

O processo em que Delgatti foi condenado envolve a ex-deputada Carla Zambelli (PL), acusada de financiar a invasão. Zambelli foi sentenciada a 10 anos de prisão, deixou o Brasil e aguarda na Itália a análise de um pedido de extradição das autoridades brasileiras.

Com informações de Gazeta do Povo

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