Daurival Júnior, conhecido como Juninho, permanece internado desde 1º de fevereiro, quando foi atingido por disparos durante a final da Copa do Craque, em Gurupi. Nesta sexta-feira (20), ele completa 35 anos no leito hospitalar, enfrentando paraplegia, pneumonia e infecção no sangue decorrentes do ferimento que perfurou o pulmão.
Na ocasião do tiroteio, quatro pessoas ficaram feridas. Segundo familiares, Juninho encontra-se emocionalmente abalado pela incerteza sobre sua mobilidade futura. O grupo relata que, quase 60 dias após o episódio, não recebeu auxílio dos responsáveis pelo evento nem do poder público. Eles afirmam suportar sozinhos os custos financeiros e psicológicos do tratamento, contando apenas com parentes, amigos e a própria fé.
Frequentadores do torneio avaliam que a proposta original da Copa do Craque teria sido comprometida por um ambiente de ostentação e desordem, o que, segundo essas pessoas, abriu espaço para a violência. Um grupo de apoio à vítima cobra responsabilização e justiça, argumentando que vidas e projetos foram interrompidos por um fato que consideram evitável.
A Polícia Civil continua a investigação para identificar autoria e motivação dos disparos que atingiram as quatro vítimas naquela tarde. Enquanto o inquérito prossegue, a família de Juninho depende de doações da comunidade para custear despesas médicas e adaptações necessárias à nova realidade do jovem.
Com informações de Atitude Tocantins
