A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (17) a Operação Alquimia, que executou 18 mandados de busca e apreensão em Tocantins, Goiás, Pará e Amazonas. A ação teve como alvo uma organização suspeita de tráfico de cocaína, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas.
Três unidades prisionais foram inspecionadas: a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP), o Presídio Barra da Grota, em Araguaína, e uma penitenciária no Pará. A investigação está sob responsabilidade da 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DEIC Palmas).
Segundo a polícia, o grupo era chefiado por R.T.S., apontado como articulador das compras de grandes quantidades de drogas e gestor da movimentação financeira do esquema. Os investigados não tiveram os nomes divulgados, motivo pelo qual o g1 não localizou suas defesas.
A corporação informou que os suspeitos exibiam veículos de alto valor incompatíveis com a renda declarada. Para ocultar a origem dos recursos, utilizavam empresas de fachada e simulavam transações financeiras.
Os agentes identificaram uma estrutura hierárquica destinada ao transporte e ao armazenamento dos entorpecentes. As negociações ocorriam pelo WhatsApp, com linguagem codificada, enquanto pagamentos e transferências eram efetuados majoritariamente via Pix.
A ação integra a Operação Desarme, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O delegado Wanderson Chaves de Queiroz afirmou que o objetivo desta fase é atingir o setor financeiro da organização ao responsabilizar os envolvidos e bloquear bens e valores obtidos ilegalmente.
A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) foi procurada para comentar a situação dos presídios do Tocantins, mas não se manifestou até a última atualização. A Polícia Civil prossegue nas investigações para identificar outros participantes da rede criminosa.
Com informações de G1
