Desde que Flávio Dino passou a integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024, o grupo político ligado ao ex-governador maranhense tem conquistado vitórias relevantes na Corte. As medidas mais recentes partiram do ministro Alexandre de Moraes, que determinou o afastamento de nomes estratégicos da gestão comandada pelo atual governador, Carlos Brandão, antigo aliado e hoje adversário de Dino.
Moraes retirou do cargo o ex-procurador-geral do estado, Valdênio Caminha, além de diretores de estatais e parentes do governador que exerciam funções na Assembleia Legislativa. O ministro fundamentou as decisões citando descumprimento de ordens judiciais e prática de nepotismo cruzado, quando autoridades trocam contratações de familiares em estruturas distintas do poder público.
O jornalista Luís Pablo também entrou no foco das investigações. A pedido de Moraes, a Polícia Federal realizou busca e apreensão na residência do repórter, que havia publicado informações sobre o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e seus familiares. Conforme o STF, o inquérito apura suposto monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro. O profissional de imprensa sustenta que a operação pretende identificar suas fontes dentro do governo estadual.
A rivalidade entre Dino e Brandão tem origem na sucessão de 2022. Brandão assumiu o governo após a saída de Dino para concorrer ao Senado, mas, segundo a reportagem, o espaço ocupado pelo grupo do ex-governador foi reduzido na nova administração, que acabou virando oposição. A disputa extrapolou o cenário local e chegou ao STF, onde corre uma série de ações questionando nomeações e atos do Executivo maranhense.
Além de protagonizar a disputa política, Dino relata processos que mantêm suspensas indicações ao Tribunal de Contas do Estado. Em outro front, Valdênio Caminha alegou que assessores de Dino acessaram de forma indevida sistemas da Procuradoria-Geral para coletar dados contra a atual gestão. Os assessores negam qualquer irregularidade e afirmam possuir credenciais regulares.
Com informações de Gazeta do Povo
