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Chuvas intensas atrasam colheita de soja e limitam plantio de milho no Tocantins

As chuvas fortes registradas no Tocantins desde o fim de janeiro têm provocado atrasos na colheita da soja e no início da segunda safra, comprometendo o plantio do milho em diversas regiões do estado.

Em Silvanópolis, o produtor Marcos Roberto Abentroth, responsável por sete mil hectares de soja, relatou que pretendia ter concluído cerca de 70% da colheita, mas alcançou apenas 35% porque, segundo ele, a intensidade das precipitações impede o avanço das máquinas no campo.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja) informou que a dificuldade é generalizada. A janela considerada ideal para o plantio do milho encerrou-se em 28 de fevereiro, porém muitos agricultores ainda não terminaram a retirada da soja devido ao solo encharcado. A Aprosoja acrescentou que os prejuízos financeiros ainda não foram totalmente calculados, mas a perda do período adequado de semeadura tende a reduzir a produtividade.

O vice-presidente da entidade, Thiago Facco, afirmou que, entre a última semana de fevereiro e a primeira de março, os volumes de chuva ficaram acima da média, situação que ocasionou a deterioração de parte das lavouras de soja.

Além dos danos nas plantações, o escoamento da produção e o acesso às propriedades rurais foram comprometidos. Pelo menos 15 pontes cederam em rodovias estaduais e estradas vicinais. Trechos como a TO-446, entre Miranorte e Abreulândia, tornaram-se intransitáveis, e, na BR-010, que liga Itacajá a Santa Maria, tratores precisam auxiliar veículos atolados, impedindo a circulação de caminhões e maquinários.

As chuvas também afetam a população. Em Sandolândia, cerca de 180 famílias de áreas rurais ficaram isoladas após quedas de pontes. Cheias de rios prejudicaram o abastecimento de água em Monte do Carmo e Lajeado. Em Palmeiras do Tocantins, ônibus escolares ficaram presos no barro, forçando estudantes a percorrer longos trechos a pé ou levando à suspensão das aulas; localidades próximas tiveram o transporte escolar comprometido. No setor Boa Vista, em Peixe, ruas e quintais foram inundados, enquanto bairros de Gurupi registraram alagamentos e moradores precisaram resgatar animais domésticos.

A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) comunicou que mobilizou equipes para recuperar pontos críticos e atoleiros em mais de 30 municípios. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que realiza manutenção periódica na BR-010, prepara nova licitação para ampliar os serviços e elabora projetos de pavimentação para trechos ainda sem asfalto entre Santa Maria do Tocantins e Aparecida do Rio Negro.

Com informações de G1

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