O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, tem recebido, nos últimos meses, recomendações de aliados e de profissionais que já trabalharam com ele em campanhas eleitorais para concentrar esforços na construção de uma marca que identifique o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Integrantes do grupo que orienta o chefe da Secom avaliaram, em conversas reservadas, que o Palácio do Planalto precisa apresentar aos eleitores que tradicionalmente apoiam o presidente os avanços obtidos pela atual gestão. Na visão desses conselheiros, a medida também tende a influenciar o voto de cidadãos indecisos nas eleições presidenciais de 2026.
Pessoas próximas a Sidônio apontaram que a definição desse selo governamental já faz parte das preocupações constantes do ministro, que estuda alternativas para fixar a identidade da administração federal.
Nos mandatos anteriores, Lula ficou associado ao Bolsa Família, no primeiro governo, e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no segundo. No atual período, o Planalto cita a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, financiada pela taxação dos chamados super-ricos, como um dos principais resultados obtidos até agora.
Além dessa iniciativa, o governo investe na articulação pelo fim da escala 61 ainda, proposta que a equipe presidencial pretende aprovar até o primeiro semestre de 2026, com o objetivo de impulsionar a campanha de reeleição de Lula.
Auxiliares do chefe do Executivo reconhecem a relevância da isenção do IR e da pauta da escala de trabalho 61, mas admitem, sob reserva, que esses temas não são suficientes, isoladamente, para se tornarem a marca central do terceiro mandato.
Com informações de Metrópoles
