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Departamento de Estado dos EUA considera PCC e Comando Vermelho ameaça significativa à segurança regional

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como ameaças relevantes à segurança regional, atribuindo ao envolvimento das facções brasileiras o tráfico de drogas, a violência e o crime transnacional.

Em declaração ao portal Metrópoles, um porta-voz da diplomacia norte-americana afirmou que, na visão de Washington, organizações criminosas do Brasil, incluindo PCC e CV, representam risco expressivo para a segurança regional por suas atividades ilícitas. O representante acrescentou que o governo dos EUA não comenta previamente eventuais designações de grupos como terroristas, mas reiterou o compromisso de adotar medidas cabíveis contra entidades estrangeiras envolvidas em ações terroristas.

A manifestação reforçou a preocupação dos Estados Unidos com a expansão das facções fora do território brasileiro. No fim de semana, diversos países latino-americanos aderiram à iniciativa Escudo das Américas, criada para combater cartéis em todo o continente.

O posicionamento obtido pelo veículo não confirmou nem negou a possibilidade de o PCC e o CV entrarem na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) dos EUA. Desde o ano passado, porém, a administração Trump analisa incluir as duas facções nesse rol, medida que, segundo Washington, fortaleceria o combate ao narcotráfico; o processo avançou nos últimos dias.

O governo brasileiro tem se posicionado contra a classificação das facções como terroristas. Autoridades alegam que, pela legislação nacional, terrorismo corresponde a crimes motivados por razões religiosas, ideológicas, políticas, preconceituosas ou xenofóbicas, parâmetros que não abrangeriam o PCC e o CV.

Apuração do Metrópoles indicou que a eventual designação preocupa a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à soberania. O Planalto teme brechas para possíveis intervenções externas, a exemplo do que ocorreu na Venezuela, onde, desde julho de 2025, os Estados Unidos bombardeiam embarcações na região sob a justificativa de combater o tráfico de drogas.

A posição norte-americana surge às vésperas de uma reunião entre Lula e o presidente Donald Trump. O encontro, inicialmente previsto para ocorrer ainda em março, segue sem data definida depois de ajustes de agenda e do início da guerra no Irã.

Com informações de Metrópoles

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