Dois homens procurados por tráfico de drogas foram mortos pela Polícia Militar na noite de terça-feira (24) após troca de tiros em uma área de mata entre Paranã e São Salvador, no sudeste do Tocantins. Segundo a corporação, eles eram buscados desde domingo (22), quando escaparam da operação que havia resultado na morte de outros quatro suspeitos. Com as novas mortes, o balanço da ação chega a seis suspeitos mortos e nenhum policial ferido.
A PM informou que localizou os foragidos durante o cerco montado na região. Ao tentarem fugir, os homens teriam atirado contra os militares, que revidaram. Dois revólveres calibre 38 foram apreendidos. A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram chamados para retirar os corpos.
Na madrugada de quarta-feira (25), a PM também cumpriu mandado de prisão em aberto contra um homem apontado como integrante de organização criminosa. Ele foi conduzido à autoridade competente e ficará à disposição da Justiça. O possível vínculo dele com o grupo abordado segue em apuração.
A ação faz parte da Operação Entre Rios, que continua em andamento até a identificação e responsabilização de todos os envolvidos. No fim de semana, sete suspeitos foram localizados em uma pista clandestina, onde foram apreendidos cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína. A operação é resultado de trabalho conjunto da Polícia Federal, da Polícia Militar de Goiás e da Polícia Militar do Tocantins.
Imagens obtidas pela TV Anhanguera mostram galpões com galões de combustível no local, que, segundo os investigadores, funcionaria como ponto de apoio para voos clandestinos de longa distância. Buracos cavados para ocultar entorpecentes também foram encontrados. Militares goianos permaneceram cerca de dez dias infiltrados na mata para viabilizar o flagrante.
O coronel Márcio Barbosa, da PM do Tocantins, declarou que a suspeita é de que a quadrilha atue no tráfico internacional, transportando cocaína da Bolívia em direção ao Nordeste e utilizando pistas clandestinas no Tocantins para transferir a carga a caminhões.
Com informações de G1
