Às vésperas da abertura da janela partidária, lideranças políticas do Tocantins calculam votos para ultrapassar o quociente eleitoral e assegurar espaço na Câmara dos Deputados em 2026. A estimativa parte dos 830.371 votos válidos registrados em 2022, divididos pelas oito cadeiras disponíveis, resultando em aproximadamente 103.796 votos necessários para cada legenda conquistar uma vaga.
No Sul do Estado, Gurupi concentra parte da disputa. O ex-governador Mauro Carlesse, pré-candidato pelo PSD, é alvo de avaliações sobre a possibilidade de superar 10 mil votos nominais no município sem o apoio da prefeita Josi Nunes (UB). A gestora trabalha o nome da filha, Luana Nunes, como pré-candidata a deputada federal.
Também no PSD, presidido pelo vice-governador Laurez Moreira, o ex-deputado Iratã Abreu articula uma candidatura. Pelo PSDB, o empresário Cristiano Pisoni busca representar a região Sul.
No Norte, o ex-governador Sandoval Cardoso consolida base em Colinas do Tocantins após receber apoio de oito vereadores. O movimento reforça a projeção de votos em municípios vizinhos.
Em Palmas, a deputada estadual Janad Valcari (PL) tenta converter os 69,7 mil votos obtidos no segundo turno das eleições municipais de 2024, quando alcançou 46,97% dos votos, em capital para chegar à Câmara Federal.
O grupo do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) concentra esforços em dois nomes: o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Barbosa, referência na pauta de Segurança Pública, e o secretário de Educação, Fábio Vaz, ex-prefeito de Palmeirópolis, que atua com foco em políticas educacionais.
Quatro parlamentares ou ex-parlamentares não devem concorrer à reeleição: Carlos Gaguim (UB) e Alexandre Guimarães (MDB) planejam disputar vagas ao Senado; Toinho Andrade recuou para buscar mandato de deputado estadual; e Vicentinho Júnior (PSDB) pretende concorrer ao governo do Estado.
Além do quociente partidário, cada eleito precisa obter pelo menos 10% do total, cerca de 10.380 votos nominais, conforme a regra válida desde 2022. O parâmetro reforça a preocupação de pré-candidatos em garantir, em suas principais bases, votação suficiente para atender ao requisito individual.
Com a redistribuição de lideranças durante a janela partidária, partidos e federações ajustam nominatas, calculam riscos e buscam somar mais de 103,8 mil votos para cada cadeira, podendo almejar duas com aproximadamente 207,6 mil e três com 311,4 mil, números que variam conforme a participação do eleitorado em 2026.
Com informações de Atitude Tocantins
