A Quarta-Feira de Cinzas no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, marcou o começo do desmonte dos carros alegóricos de diversas escolas de samba. Operários retiraram enfeites e adereços que haviam desfilado no fim de semana de Carnaval, relatando simultaneamente sentimento de tristeza e dever cumprido.
Entre as cinco primeiras colocadas, as alegorias permanecem intactas e recebem manutenção para o Desfile das Campeãs, agendado para sábado (21/2). As demais agremiações iniciaram imediatamente a retirada dos materiais, com o objetivo de reutilizar as estruturas no próximo ano.
No início da tarde, funcionários desmontavam os carros da Águia de Ouro, última colocada e rebaixada ao Grupo de Acesso. O pintor Miller dos Santos Lira afirmou que a equipe cumpriu sua missão, mas descreveu o rebaixamento como um momento de perda. Ele informou que, após encerrar o trabalho em São Paulo, retornará a Parintins, onde atuará no festival folclórico, após permanecer na capital paulista desde outubro.
No mesmo espaço, Cecília do Nascimento, responsável pelas alegorias da Rosas de Ouro — também rebaixada —, contou que vê com tristeza o desmanche das estruturas construídas ao longo de um ano de trabalho, ainda que o resultado do concurso não altere esse sentimento.
Durante a desmontagem, a prioridade é retirar componentes eletrônicos, como jogos de luzes, refletores e painéis luminosos, para evitar danos causados pela exposição ao tempo.
O regulamento do Grupo Especial da Liga-SP determina, no artigo 46, prazo de até dez dias após o Desfile das Campeãs para que as escolas retirem seus carros do polo cultural do Anhembi. A retirada pode ocorrer antes caso o IV Comando Aéreo Regional solicite, pois o terreno fica ao lado do Campo de Marte. O cumprimento desse prazo visa impedir o acúmulo de água e a consequente formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Com informações de Metrópoles
