A oposição anunciou em 12 de fevereiro uma mobilização nacional para 1º de março, com foco no afastamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A manifestação principal está programada para a Avenida Paulista, em São Paulo, e receberá o nome de “Acorda Brasil”.
O deputado federal Luciano Zucco, do PL gaúcho, informou em nota que o objetivo é canalizar a “indignação popular” e reforçar pedidos de transparência, respeito à Constituição e responsabilização de autoridades. Ele citou o inquérito que envolve o Banco Master como fator que intensificou a crise institucional e classificou o episódio como um dos “maiores escândalos” envolvendo poder político, econômico e institucional. Segundo o parlamentar, o país enfrenta sucessivas crises que incluem a CPI sobre fraudes contra aposentados, dificuldades financeiras nos Correios e novas denúncias de corrupção, cenário que, em sua avaliação, exige reação da sociedade.
O movimento foi deflagrado após Dias Toffoli deixar a relatoria do inquérito que apura o caso Master. A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal encaminhou ao STF relatório extraído do celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, no qual o ministro é mencionado. A relatoria passou para o ministro André Mendonça.
Zucco afirmou que a convocação é aberta e democrática, incentivando cidadãos, movimentos e lideranças locais a organizarem atos em seus municípios para fortalecer a mobilização nacional. O deputado Nikolas Ferreira, do PL mineiro, também pediu participação popular e declarou que Toffoli e Moraes deveriam ser afastados do Supremo.
Dentro do PL, o líder na Câmara, Sóstenes Cavalcante, considerou positiva a redistribuição do caso a Mendonça, avaliando que o processo passará a ser conduzido com “serenidade” e “rigor jurídico”. Já o deputado Carlos Jordy, do mesmo partido, viu na mudança “sinais de tempos melhores”, mas reiterou que seguirá defendendo a abertura de uma CPMI para investigar o Banco Master.
Mais cedo, parlamentares da oposição liderados por Marcel van Hattem, do Novo, e pelo senador Eduardo Girão, também do Novo, protocolaram novo pedido de impeachment contra Toffoli. Em nota conjunta, ministros do STF defenderam o colega e seus atos no caso Master, posicionamento que Van Hattem descreveu como tentativa de “abafar” a investigação.
Até o momento, estão confirmados protestos em São Paulo, às 14h na Avenida Paulista; em Belo Horizonte, às 10h na Praça da Liberdade; e em Porto Alegre, às 15h no Parcão.
Com informações de Gazeta do Povo
