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Senador Carlos Viana solicitará ao STF condução de Daniel Vorcaro para depor na CPMI do INSS

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou neste sábado, 7, que enviará ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para que o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, seja conduzido ao Senado para prestar depoimento.

De acordo com o parlamentar, a petição deverá ser protocolada ainda nesta semana e terá como objetivo rever a decisão do STF que tornou facultativa a presença de Vorcaro na comissão. Viana argumentou que, como o empresário já se encontra custodiado em Brasília e possui autorização judicial para comparecer a outra comissão do Senado, não haveria motivo para dispensá-lo da oitiva na CPMI do INSS.

Nas redes sociais, o senador afirmou que solicitará autorização formal para que o depoimento ocorra já na próxima semana. Segundo ele, as investigações tratam de denúncias que podem ter atingido milhões de aposentados e pensionistas, motivo pelo qual considera essencial o esclarecimento dos fatos.

Vorcaro foi transferido na sexta-feira, 6, para o sistema penitenciário federal em Brasília. A operação contou com escolta da Polícia Federal e transporte em aeronave da corporação. Antes de ser levado ao presídio, o empresário realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal da capital.

Além da petição relativa a Vorcaro, Viana informou que apresentará requerimento convidando o ministro do STF Flávio Dino a comparecer à CPMI. O convite pretende obter esclarecimentos sobre a decisão que suspendeu quebras de sigilo aprovadas pelo colegiado. O senador declarou que a iniciativa busca promover diálogo institucional e ampliar a transparência sobre os impactos da medida no andamento da investigação parlamentar.

A CPMI foi instaurada para apurar possíveis descontos e operações financeiras irregulares em benefícios previdenciários, suspeitas que, segundo seus integrantes, podem ter afetado milhões de beneficiários em todo o país. Apesar da suspensão de parte das diligências, o presidente do colegiado afirmou que a comissão continuará exercendo suas prerrogativas de fiscalização e investigação.

Com informações de Gazeta do Povo

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