A ligação entre Palmas e o Jalapão ficou mais rápida. Com aproximadamente 50 km de asfalto na TO-247, que conecta Lagoa do Tocantins a São Félix do Tocantins, o percurso até a principal porta de entrada do parque pode ser concluído em menos de três horas; antes, o deslocamento chegava a cinco horas.
Partindo da capital, os visitantes têm dois caminhos principais. A Rota Norte segue por Novo Acordo, cruza Lagoa do Tocantins e alcança São Félix. Nesse trajeto, cerca de 70 % das obras de pavimentação entre Lagoa do Tocantins e São Félix estão concluídas, o que torna o percurso o mais ágil no momento. Já a Rota Sul utiliza a BR-010 e a TO-050 até Ponte Alta do Tocantins, percorre cerca de 170 km de estradas de terra e segue até Mateiros.
De acordo com o guia turístico Felipe Rocha, o novo asfalto facilita a viagem, porém ainda há trechos sem pavimentação que exigem experiência de condução e, em alguns pontos, veículo 4×4. Ele informa que, em períodos de chuva, a Rota Sul costuma registrar atoleiros, enquanto, na estação seca, o excesso de areia solta pode comprometer o deslocamento.
Os roteiros incluem visitas a fervedouros como Buritis, Macaúbas, Bela Vista e Alecrim, observação do pôr do sol nas dunas, passagem pela Serra da Catedral e contato com o artesanato local. O período considerado mais favorável vai de maio a agosto, mas o ciclo chuvoso não impede o acesso, apenas exige maior atenção às estradas.
Entre os atrativos mais procurados estão a Lagoa do Japonês, diversos fervedouros, as Dunas do Jalapão, as cachoeiras da Velha e da Formiga, a Pedra Furada, o Cânion Sussuapara e a Prainha do Rio Novo.
Para um roteiro mínimo de três dias, os custos estimados são: combustível – com consumo ampliado em trechos de areia; taxas de entrada entre R$ 25 e R$ 50 por pessoa; refeições de R$ 50 a R$ 80, que precisam ser agendadas com antecedência; hospedagem variando de R$ 150 a R$ 350 para apartamento simples e de R$ 400 a R$ 650 para duplo nas cidades-base de Ponte Alta, Mateiros ou São Félix; e diária de guia ou condutor ambiental em torno de R$ 200.
Felipe Rocha recomenda levar estepe revisado, ferramentas básicas, água em quantidade e lanches, uma vez que o sinal de celular inexiste em grande parte do trajeto. Ele observa que veículos podem ficar parados por horas até receber auxílio, reforçando a vantagem de contratar um especialista.
A Secretaria do Turismo do Tocantins informa que há agências e operadoras credenciadas em São Félix do Tocantins e Mateiros. O órgão destaca a importância de serviços locais para a segurança dos visitantes, para o fortalecimento econômico das comunidades e para a sustentabilidade do destino, além da necessidade de seguir normas ambientais e orientações dos guias.
Com informações de G1
