Quase duas semanas depois de ter sido localizado em uma casa alugada em Portugal, o passaporte de Eliza Samudio ainda não chegou às mãos da família. A mãe da jovem, Sônia Fátima Moura, relatou que não recebeu qualquer informação oficial sobre o envio do documento.
O passaporte foi encontrado em uma estante de livros por um brasileiro que ocupava o imóvel e, em seguida, entregue ao consulado do Brasil em Lisboa. A descoberta gerou repercussão e alimentou diversas especulações.
Sônia afirmou que nenhuma autoridade a contatou para definir um prazo de encaminhamento do passaporte. Ela disse esperar guardá-lo, da mesma forma que recebeu, anos depois, outros pertences da filha e fotografias queimadas do neto Bruninho ainda bebê.
Após a divulgação do achado, a mãe de Eliza declarou que repetir diariamente a morte da filha causa sofrimento constante, descrito como uma saudade que aperta o peito, sufoca e nunca descansa.
Ela acrescentou que ver a imagem de Eliza utilizada para gerar audiência, dinheiro e fama agrava a dor, pois cada exposição desnecessária reabre feridas, amplia o vazio e transforma a saudade em revolta. Segundo Sônia, a filha possuía história, sonhos e sorriso e não deveria ser reduzida a uma manchete fria.
O documento traz data de emissão de 9 de maio de 2006, validade até 8 de maio de 2011 e registra apenas a entrada em Portugal em 1º de maio de 2007.
Eliza Samudio foi assassinada em 2010. Pelo crime, o goleiro Bruno Fernandes recebeu pena de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, posteriormente reduzida para 20 anos e 9 meses. O corpo jamais foi encontrado.
Com informações de Metrópoles
