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Hábito japonês de definir lugar fixo para cada objeto orienta rotina de organização em casa

No Japão, a manutenção da ordem doméstica prioriza sistemas simples que impedem o surgimento da bagunça. O princípio central estabelece que cada item da casa deve possuir um “endereço” permanente, o que torna automático pegar e devolver objetos, reduzindo decisões diárias.

Esse conceito está no núcleo do método KonMari, criado por Marie Kondo. A prática incentiva conservar apenas aquilo que “faz o coração vibrar”, descartar o restante e, em seguida, atribuir um local definitivo a tudo que permanece. Pesquisa intitulada “Does it Spark Joy?: KonMari Decluttering in the UK” investigou a aplicação dessa abordagem e identificou sensações de paz, liberdade e menor acúmulo após sua adoção.

A organização japonesa também se apoia na regra de executar imediatamente qualquer tarefa que leve menos de um minuto, como dobrar uma manta ou enxugar a pia. Outra diretriz sugere possuir apenas o necessário, separando objetos por categorias — roupas, livros ou cabos — para facilitar a triagem de excedentes. A eliminação do supérfluo favorece a presença do conceito Ma, definido como o espaço vazio que amplia a percepção de ordem.

Para manter a rotina de cuidado com o lar sem sobrecarga, muitos japoneses recorrem a pequenos blocos de tempo. Uma limpeza de cinco minutos, guiada por um cronômetro e dedicada a um ponto específico da casa, reflete o princípio Kaizen de ajustes contínuos. Outra prática comum reserva dez minutos à noite para preparar o dia seguinte, organizando bancada da cozinha, roupas, mochila e entrada, de modo a garantir manhãs visualmente calmas.

O artigo apresenta um roteiro de sete dias para testar o estilo de organização. As etapas incluem definir endereços fixos para objetos cotidianos, aplicar a regra de um minuto, fazer triagem rápida por categoria, fazer limpeza cronometrada, organizar áreas multifuncionais, instituir um ritual noturno de dez minutos e revisar itens com espírito de gratidão e desapego, prática relacionada ao conceito Danshari.

A mentalidade descrita envolve respeito silencioso pelos objetos, expresso em gestos de agradecimento ao utilizá-los e guardá-los. Recomenda-se ainda o uso de caixas com capacidade limitada para cabos e miudezas, preferir móveis com armazenamento oculto e manter um cesto semanal para itens sem destino definido, medidas destinadas a equilibrar funcionalidade e leveza nos ambientes.

Com informações de Olhar Digital

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