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Governo e PT são apontados como omissos diante do avanço de Flávio Bolsonaro a 205 dias da eleição

Integrantes do meio político consideram que o governo federal e o PT falharam ao não enxergar, com antecedência, o risco de Flávio Bolsonaro consolidar-se precocemente como candidato à Presidência. O senador avançou sem enfrentamento público e, nas pesquisas mais recentes, alcançou empate com o presidente Lula.

Analistas observam que a possibilidade de Flávio superar Lula no próximo levantamento não causaria surpresa, pois a posição de opositor costuma ser mais cômoda: enquanto um candidato apresenta promessas, o titular do cargo precisa governar, prestar contas e explicar o que não conseguiu realizar.

O diagnóstico do erro também recai sobre outras frentes. O PSD, comandado por Gilberto Kassab, manteve três pré-candidaturas sem escolher um nome; partidos do Centrão demonstraram ceticismo sobre o cenário; já parte da imprensa apostava na postulação de Tarcísio de Freitas.

Tarcísio, segundo avaliação de bastidores, não apoiou a própria candidatura. Faltou-lhe disposição para enfrentar eventual veto de Jair Bolsonaro, responsável por sua eleição ao governo de São Paulo. O governador, agora, aguardaria nova oportunidade eleitoral.

Restam 205 dias até o primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro. Embora esse intervalo permita reviravoltas, políticos sentem o prazo como curto por impactar diretamente seus destinos, e jornalistas se veem desafiados a projetar resultados.

Em 24 de março de 2022, a Folha de S.Paulo divulgou trecho de pesquisa Datafolha sob o título que apontava ações pró-pobre do então presidente Jair Bolsonaro como fator de pressão sobre Lula e definidor da campanha. O jornal destacou que eleitores com renda de até dois salários mínimos impulsionavam o chefe do Executivo.

Entre essas medidas, o Auxílio Brasil foi classificado como a mais robusta: cerca de R$ 90 bilhões distribuídos naquele ano eleitoral a 18 milhões de beneficiários com renda de até R$ 2.424, garantindo pagamentos mensais de R$ 400 até dois meses após o segundo turno.

Na edição de hoje, 13 de março de 2026, o mesmo periódico relata que Lula adota estratégia semelhante à de Bolsonaro ao lançar pacote para segurar o preço do diesel em ano de disputa. O texto recorda que, em 11 de março de 2022, Bolsonaro sancionou lei que zerou PIS/Cofins sobre diesel e gás de cozinha até o fim daquele ano e alterou a cobrança do ICMS, gerando passivo bilionário para a União.

No primeiro turno de 2022, Lula venceu Bolsonaro por 48,43% a 43,20% dos votos válidos; no segundo, a diferença caiu para 50,30% contra 49,10%, no pleito mais acirrado da história. Bolsonaro tornou-se o único presidente a buscar reeleição e ser derrotado, enquanto Lula tenta chegar ao quarto mandato.

Segundo avaliações internas, a ausência de reação ao crescimento de Flávio Bolsonaro também estaria ligada ao cálculo de que enfrentá-lo seria mais fácil do que medir forças com Tarcísio, visto como fator de unificação da direita. Parte desse campo, em 2022, optou por Lula, que planeja repetir a estratégia para superar o senador.

Os desfechos ficam pendentes até o fim de outubro, quando se saberá se o cálculo do Planalto foi acertado.

Com informações de Metrópoles

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