','

'); } ?>

Flávio Bolsonaro defende endurecimento das leis penais e retomada do controle estatal de áreas dominadas por facções

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026, colocou a segurança pública como principal eixo de sua plataforma ao detalhar propostas durante entrevista concedida neste domingo (8) ao canal Estúdio 5 Elemento. O parlamentar afirmou que o país necessita de leis penais mais rigorosas, defendeu o fim das saídas temporárias para detentos e indicou a adoção de punições específicas para integrantes de organizações criminosas. Ele citou medidas adotadas em El Salvador como referência e declarou que o Estado deve reassumir o controle de presídios e territórios hoje sob domínio de facções, do tráfico e de milícias.

Ao tratar da economia, o senador sustentou que o Brasil precisa reduzir dependências externas, argumento que, segundo ele, ficou evidente durante a pandemia, especialmente na relação com a China. Propôs ainda ampliar a infraestrutura com a atração de capital privado para ferrovias e portos por meio de modelos de autorização regulatória. No setor energético, destacou o potencial brasileiro para exportar fontes limpas — eólica, solar e hidrelétrica — à Europa, mencionando a crise provocada pela guerra na Ucrânia.

Flávio Bolsonaro afirmou que a polarização política compromete a governabilidade e sugeriu medidas de anistia como forma de pacificação nacional. Na área ambiental, declarou ser possível explorar recursos naturais de forma sustentável, inclusive petróleo na Margem Equatorial, e criticou o que classificou como entraves ideológicos no processo de licenciamento. Defendeu mais segurança jurídica para investidores e condenou paralisações de obras de infraestrutura por decisões judiciais, apontando a necessidade de um novo marco legal para acelerar projetos estratégicos.

Para o senador, energia a baixo custo é condição básica para a reindustrialização e para a atração de empresas de tecnologia e inteligência artificial, setores de alto consumo elétrico. Ele igualmente propôs a redução de impostos e a digitalização do Estado a fim de simplificar a abertura de empresas. Sobre estatais, avaliou que companhias consideradas estratégicas devem manter função social e econômica, rejeitando privatizações totais em áreas sensíveis à soberania.

Flávio Bolsonaro declarou que, se eleito, pretende compor o governo com técnicos alinhados às diretrizes presidenciais, alegando que gestões anteriores enfrentaram resistências internas de servidores que não compartilhavam o projeto eleito. Em relação ao Congresso, disse que buscará formar uma base ampla desde o início do mandato para assegurar maioria na Câmara e no Senado, condição que considera imprescindível para aprovar reformas estruturais e possíveis alterações constitucionais.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *