Conduzir o veículo com o tanque próximo da reserva é uma prática comum, mas expõe o automóvel a riscos significativos. Estudos automotivos apontam que o baixo nível de combustível afeta diretamente a bomba, componente que utiliza o próprio líquido para lubrificação e refrigeração.
Uma pesquisa divulgada na plataforma ScienceDirect detalha que, quando o reservatório está quase vazio, a bomba pode superaquecer, aumentando o desgaste do motor e de peças internas. Nessas circunstâncias, a sujeira acumulada no fundo do tanque tende a alcançar filtros e injetores, comprometendo o desempenho geral.
Com pouco combustível, a bomba opera praticamente a seco, elevando o atrito e a temperatura. Essa condição, segundo os estudos, reduz a vida útil do equipamento e torna a lubrificação natural inexistente, deixando o sistema mais suscetível a falhas.
Resíduos presentes no fundo do tanque podem bloquear filtros e injetores, provocando perda de potência e falhas na injeção. A pressão e a atomização do combustível também ficam irregulares, diminuindo a eficiência e aumentando o consumo médio.
Além dos danos mecânicos, há o risco de pane seca: ficar sem combustível pode imobilizar o veículo em locais perigosos ou de difícil acesso. Para evitar esse cenário, a recomendação é abastecer antes de o marcador atingir um quarto da capacidade, planejando trajetos e monitorando o consumo.
Manter o nível adequado no tanque ajuda a preservar o sistema de alimentação, economiza recursos e reduz a possibilidade de transtornos em situações de emergência.
Com informações de Olhar Digital
