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Direita articula ofensiva para conquistar maioria no Senado em 2026

A eleição de 2026 para o Senado, quando estarão em jogo 54 das 81 cadeiras, tornou-se prioridade para partidos e lideranças da direita. O objetivo é reunir pelo menos 41 votos — ou 54, caso seja mantida liminar do ministro Gilmar Mendes — para viabilizar pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente parados na mesa da Presidência da Casa.

Hoje, cerca de 70 pedidos de afastamento de ministros, sobretudo contra Alexandre de Moraes, aguardam deliberação. Para reverter esse quadro, PL, Novo e outras siglas conservadoras buscam lançar nomes competitivos em todos os estados.

Principais pré-candidatos mapeados

Michelle Bolsonaro (PL-DF)

Presidente do PL Mulher, a ex-primeira-dama percorre o país em eventos partidários e já foi apontada publicamente por Jair Bolsonaro como opção para o Senado. Críticas recorrentes ao STF marcam seus discursos, embora ela evite confirmar intenção eleitoral.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

Deputado federal, manifestou interesse em concorrer à Presidência, mas o PL prefere sua candidatura ao Senado. Desde março de 2025 vive nos Estados Unidos, afirmando temer prisão caso retorne ao Brasil.

Carlos Bolsonaro (PL-SC)

Vereador no Rio de Janeiro, foi indicado pelo pai para disputar a vaga catarinense. Concorre internamente com Caroline De Toni, Julia Zanatta e o senador Esperidião Amin (PP).

Bia Kicis (PL-DF)

Deputada federal e ex-presidente da CCJ, lançou pré-candidatura em novembro. Disputa espaço com Michelle Bolsonaro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o senador Izalci Lucas (PL).

Caroline De Toni (PL-SC)

Lidera pesquisa divulgada em novembro e ameaça deixar o partido caso seja preterida. Alega ter recebido promessa de candidatura do governador Jorginho Mello (PL).

Ricardo Salles (Novo-SP)

Ex-ministro do Meio Ambiente, considera concorrer ao Senado ou ao governo paulista, dependendo dos planos de Tarcísio de Freitas.

Guilherme Derrite (PP-SP)

Ex-secretário de Segurança de São Paulo, ganhou projeção como relator do “PL antifacção”. O PP cogita sua candidatura ao governo estadual se Tarcísio disputar o Planalto.

Deltan Dallagnol (Novo-PR)

Ex-procurador da Lava Jato, não foi considerado inelegível após perda de mandato. Pesquisa da Neokemp o coloca à frente na disputa paranaense.

Cristina Graeml (União-PR)

Jornalista que chegou ao segundo turno na prefeitura de Curitiba em 2024 reiterou, ao migrar para o União, que pretende concorrer ao Senado.

Filipe Barros (PL-PR)

Deputado federal e aliado de Bolsonaro, avalia buscar a vaga, mas aparece atrás de Dallagnol e Cristina nas sondagens.

Marcel Van Hattem (Novo-RS)

Nome confirmado pelo Novo. Pesquisa de novembro o coloca na liderança no Rio Grande do Sul, à frente do governador Eduardo Leite.

Helio Lopes (PL-RJ)

Deputado próximo a Bolsonaro pode ter candidatura deslocada para Roraima, onde o bolsonarismo é forte, devido à grande concorrência no Rio de Janeiro.

Gustavo Gayer (PL-GO)

Pré-candidato anunciado em novembro. Terá pela frente o governador Ronaldo Caiado (União), Gracinha Caiado (União) e o ex-deputado Major Vitor Hugo (PL).

Gilson Machado (PL-PE)

Ex-ministro do Turismo com apoio explícito de Bolsonaro, enfrenta resistência dentro do PL pernambucano e cogita trocar de sigla.

Capitão Alberto Neto (PL-AM)

Deputado federal anunciou pré-candidatura após convite de Bolsonaro. Disputa deve envolver o governador Wilson Lima (União) e o senador Plínio Valério (PSDB).

Possíveis ausências e reeleições

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal mais votado em 2022, não deve concorrer porque terá 30 anos em 2026, abaixo da idade mínima de 35 para o Senado.

Entre os atuais senadores eleitos em 2018 e próximos da direita que podem tentar novo mandato estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Viana (Podemos-MG), Izalci Lucas (PL-DF), Marcos do Val (Podemos-ES), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Rogério (PL-RO), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Esperidião Amin (PP-SC). Eduardo Girão (Novo-CE) prefere disputar o governo do Ceará.

Já os eleitos em 2022 permanecem no cargo até 2030, como Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-ES), Tereza Cristina (PP-MS), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (União-PR) e Jorge Seif (PL-SC), todos defensores do enfrentamento ao STF.

Com informações de Gazeta do Povo

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