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Decisão do STF transfere Bolsonaro para a Papuda e gera reações de aliados e opositores

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da carceragem da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Preso desde novembro de 2025, o ex-chefe do Executivo passou a cumprir a pena na unidade conhecida como Papudinha, o que provocou reações imediatas no meio político.

Parlamentares ligados ao Partido Liberal classificaram a medida como injusta. O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou, em publicação na rede X, que as condenações do pai indicariam fragilização de garantias jurídicas, aplicação seletiva do rigor penal e desrespeito às condições de saúde do detento.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou, também na rede X, que a transferência representa autoritarismo e abuso de poder institucionalizado, comparando a caneta do magistrado a um cassetete.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) avaliou que o novo ambiente prisional poderia ser mais amplo, mas questionou a inexistência de uma medida menos severa, perguntando por que o ex-presidente não foi colocado em prisão domiciliar.

No Senado, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), chamou a decisão de “justiçamento” e argumentou, em nota, que traficantes e homicidas receberiam tratamento mais humano do Estado do que Bolsonaro, preso, segundo ele, por crime impossível. O senador acrescentou que, diante da idade e das comorbidades do ex-mandatário, o correto seria a prisão domiciliar ou, no limite, uma unidade militar, responsabilizando a Justiça por eventuais danos semelhantes aos sofridos por Clezão, citado por Marinho.

Na Câmara, o líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), considerou a transferência um abuso de poder. Para o deputado, quando a mesma autoridade acusa, julga e ordena a prisão, o sistema demonstra falhas. Ele sustentou que Bolsonaro não seria criminoso nem representaria risco, classificando a detenção como recado político.

Entre adversários do ex-presidente, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), apoiou a medida. Em postagem na rede X, o parlamentar afirmou que o despacho desmonta o que chamou de campanha sistemática e mentirosa de tortura, usada, segundo ele, para deslegitimar o cumprimento regular da pena privativa de liberdade.

As manifestações, tanto de crítica quanto de apoio, continuaram ao longo do dia, reforçando a divisão entre os grupos políticos em torno da situação do ex-presidente.

Com informações de Gazeta do Povo

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