O Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou nesta sexta-feira (9) um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informando que não pretendeu interferir na execução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro nem “corrigir” a Polícia Federal (PF). O documento foi encaminhado em resposta a uma intimação do STF.
O conselho teve uma sindicância anulada por Moraes. A apuração buscava examinar a conduta dos médicos que atenderam Bolsonaro na Superintendência da PF após uma queda. Segundo o CFM, o procedimento era destinado a avaliar possíveis irregularidades e proteger tanto a atuação dos profissionais quanto a regularidade institucional.
Na manifestação, o órgão relatou ter recebido quatro denúncias formais sobre o atendimento ao ex-presidente e declarou ter seguido os procedimentos previstos na legislação e no Código de Processo Ético-Profissional, sem emitir juízo antecipado.
A entidade acrescentou que a sindicância constitui instrumento preliminar de investigação. Para contextualizar, informou ter instaurado mais de 34 mil procedimentos entre 2020 e 2025 em todo o país, número apresentado como indicativo da rotina administrativa de fiscalização profissional.
O conselho reiterou compromisso com as determinações do Judiciário e alegou não existir “justa causa” para o comparecimento de seu presidente à PF, conforme determinado por Moraes.
Com informações de Gazeta do Povo
