O Banco de Brasília (BRB) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal, nesta quarta-feira (11), uma diminuição de quase 60% na verba reservada a patrocínios. O total, que alcançou cerca de R$ 120 milhões em 2025, foi reavaliado para R$ 50 milhões sob a gestão da nova diretoria em 2026.
O ajuste de despesas decorre de perdas ligadas à aquisição de “títulos podres” do Banco Master, instituição liquidada em novembro do ano passado durante operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal. Estimativas apontam que o BRB aplicou até R$ 12 bilhões nesses papéis, gerando prejuízo bilionário ao banco público do Distrito Federal.
Com a reestruturação, o montante repassado ao Flamengo, patrocinado pelo BRB desde 2020, também deve ser revisto. Atualmente, o compromisso financeiro com o clube varia entre R$ 32 milhões e R$ 40 milhões, somando cotas fixas e variáveis, e o contrato em vigor termina em 31 de março. Levantamento da Gazeta do Povo indica que o banco pretende limitar o valor fixo a cerca de R$ 26 milhões, além de aproximadamente R$ 15 milhões ligados ao cartão “BRB Fla”. Corrigido pela inflação, o novo parâmetro representa um congelamento dos desembolsos.
A instituição avalia ainda terceirizar a gestão do cartão Nação BRB Fla para uma empresa com capital próprio. Em comunicado, o banco informou que todos os contratos passam por revisão com base em critérios técnicos e estratégicos, respeitando princípios de economicidade, transparência e governança. O BRB acrescentou que pretende concentrar investimentos em Brasília e não manter gastos elevados fora de sua área principal de atuação.
Por determinação do Banco Central, a diretoria entregou um plano de recapitalização com cronograma para recompor o capital mínimo exigido pelas normas prudenciais. O BRB, sociedade de economia mista de capital aberto controlada pelo governo do Distrito Federal, afirmou que medidas preventivas de recomposição de capital poderão ser adotadas nos próximos meses, caso seja confirmada a necessidade de aporte. A instituição sustenta que mantém solidez e descarta risco às operações em decorrência do caso Master.
Com informações de Gazeta do Povo
