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Wagner Moura declara que filme só foi realizado por causa do governo Bolsonaro

O ator Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro de melhor ator pelo longa-metragem “O Agente Secreto”, afirmou que a produção não teria saído do papel sem o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita em 18 de janeiro de 2026, durante entrevista ao apresentador Jordan Klepper no talk show norte-americano The Daily Show.

Moura relatou que o filme vem acumulando reconhecimento desde o Festival de Cannes e disse ter agradecido ironicamente a Bolsonaro em uma das premiações, pois, segundo ele, a obra só foi possível devido ao contexto político do país no período.

O ator explicou que o roteiro nasceu da perplexidade que ele e o diretor Kleber Mendonça Filho sentiram diante dos acontecimentos no Brasil entre 2018 e 2022. Na entrevista, afirmou que Bolsonaro, eleito democraticamente, buscou resgatar valores da ditadura militar no Brasil do século XXI.

Ele acrescentou que, embora o regime militar tenha terminado em 1985, seus reflexos ainda permanecem no país e que Bolsonaro representaria um desses ecos. Moura disse que a eleição de um presidente de extrema-direita em 2018 materializou esses resquícios autoritários.

O artista também criticou a Lei da Anistia de 1979 ao declarar que determinados atos não podem ser esquecidos nem perdoados. Na avaliação dele, o Brasil estaria superando um problema de memória ao prender, pela primeira vez, pessoas que atentaram contra a democracia, incluído o próprio Bolsonaro, que, segundo afirmou, encontra-se preso. Moura concluiu que a trajetória política do ex-presidente não existiria sem a anistia.

Com informações de Gazeta do Povo

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