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PF solicita a Toffoli inquérito sobre campanha de influenciadores atribuída a Vorcaro

A Polícia Federal pede ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a abertura de um inquérito específico para apurar se 46 influenciadores digitais foram contratados para difamar o Banco Central e tentar reverter a liquidação do Banco Master por orientação do banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido, apresentado após supostos novos elementos reunidos na semana passada, foca em publicações que teriam sido impulsionadas entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Investigadores informam que mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicariam o repasse de instruções a intermediários externos à estrutura formal do Banco Master — agências que trabalham com influenciadores — antes mesmo da operação Compliance Zero e da decretação da liquidação. Segundo a PF, essas conversas sugerem ação coordenada para promover conteúdo favorável ao banco, desqualificar críticas e pressionar o Banco Central, em período no qual a autoridade monetária havia impedido a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e intensificava a fiscalização sobre a instituição.

Fontes ligadas ao caso relatam que uma agência responsável por campanhas do Banco Master seria a responsável pelos contatos com os perfis. Reportagem de O Globo aponta contratos de até R$ 2 milhões com cláusulas de confidencialidade, prevendo multa de R$ 800 mil em caso de vazamento. A colunista Malu Gaspar afirmou ter obtido um desses acordos, assinado com as iniciais DV.

Dois influenciadores com milhões de seguidores denunciaram o chamado Projeto DV, nome atribuído às iniciais de Daniel Vorcaro. Eles relataram abordagens para atacar autoridades envolvidas na liquidação, especialmente o Banco Central, e apresentar o fechamento do Master como articulação política de setores da esquerda e do “Centrão”.

A defesa de Vorcaro enviou petição ao STF negando qualquer envolvimento na contratação de influenciadores. A assessoria de comunicação informa que o banqueiro colabora com as investigações.

O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS) e com mais de 1,5 milhão de seguidores, declara ter sido procurado, assinou acordo de confidencialidade com multa de R$ 800 mil para conhecer a proposta, mas recusou participação e encaminhou os documentos à jornalista Malu Gaspar. Ele afirma que o objetivo seria blindar Vorcaro e políticos supostamente ligados a ele.

Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) identificou pico de ataques virtuais entre 26 e 29 de dezembro, com reflexos até 5 de janeiro. Em nota à Gazeta do Povo, a entidade confirmou “volume atípico” de menções à liquidação do Master, disse investigar se houve ação coordenada e apontou redução das postagens desde então.

Entre os alvos preferenciais das críticas está Renato Dias Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, responsável por indeferir a venda do Master ao BRB. Conteúdos de desinformação circulados nas redes o acusavam de ter liquidado o banco em 40 minutos, alegando prejuízo bilionário ao erário.

A influenciadora Juliana Moreira Leite, seguida por cerca de um milhão de pessoas, relata ter recebido oferta semelhante; ela afirma ter recusado e observado aumento de questionamentos sobre a liquidação no mesmo dia.

O Banco Master é investigado pela PF por supostas vendas de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB que podem atingir R$ 12 bilhões, fato que levou o Banco Central a decretar a liquidação. Durante a operação Compliance Zero, no fim de 2025, a PF também encontrou contrato que previa pagamento de R$ 129 milhões em três anos à esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Com informações de Gazeta do Povo

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