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Cabras de ilha em Abrolhos são avaliadas após dois séculos de isolamento sem água doce

Um rebanho que vive há mais de 200 anos na Ilha de Santa Bárbara, no Arquipélago de Abrolhos, a 65 km de Caravelas (BA), tornou-se objeto de pesquisa por ter se mantido em um ambiente de 1,5 km de extensão sem qualquer fonte de água doce. As cabras foram deixadas no local por navegadores europeus no período colonial, com a intenção de fornecer alimento durante expedições.

Em 2025, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Marinha do Brasil, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de órgãos estaduais, removeu 21 animais para estudo na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). A equipe quer verificar se existe, na genética do rebanho, um componente responsável pela sobrevivência em condições de extrema escassez hídrica.

Informações do Governo da Bahia apontam que os marcadores genéticos a serem mapeados podem indicar eficiência no uso da água, resistência ao estresse hídrico e capacidade de reprodução em climas áridos. Caso confirmados, esses dados deverão subsidiar programas de melhoramento de caprinos, principalmente em regiões semiáridas do Nordeste, onde a criação de cabras representa importante fonte de alimento e renda.

Após as análises iniciais, as instituições envolvidas planejam ampliar o número de animais em ambiente controlado e armazenar material biológico destinado a futuras pesquisas. A expectativa é que a genética desse rebanho contribua para aumentar a resistência de criações no continente, beneficiando propriedades de pequeno porte.

Um Plano de Manejo instituído em 2023 define as etapas de remoção dos animais da ilha, visando à recuperação natural dos habitats insulares e à manutenção do equilíbrio ecológico em áreas sensíveis como Santa Bárbara.

Com informações de Metrópoles

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