O vice-líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), declarou que vê o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como um processo inevitável. A afirmação foi feita em entrevista publicada nesta sexta-feira (02.jan.2026) pela Gazeta do Povo.
Segundo Jordy, suspeitas de corrupção envolvendo Moraes e o Banco Master impulsionam a mobilização da oposição por pedidos de impedimento e pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso. Reportagens recentes indicam que o magistrado teria pressionado o Banco Central para favorecer a instituição financeira, que mantém contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro. Escritórios do setor classificam os valores como acima da média praticada no mercado.
“Acredito que o impeachment de Alexandre de Moraes é algo natural e uma questão de tempo”, disse o parlamentar. Para ele, o suposto envolvimento do ministro com o banco pode atrair apoio até mesmo fora do espectro conservador.
Nos últimos seis anos, críticos de Moraes apontam que o STF promoveu inquéritos considerados inconstitucionais, prisões ilegais e bloqueios de perfis em redes sociais, principalmente de usuários alinhados à direita. Apesar das críticas, presidentes do Senado — Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Davi Alcolumbre (União-AP) — não deram seguimento a pedidos de impeachment contra ministros da Corte.
“Ele frequentemente ultrapassa as quatro linhas da Constituição”, afirmou Jordy, classificando o magistrado como “narcisista” e “inescrupuloso”. O deputado sustenta que a série de decisões judiciais e a suspeita de conflito de interesses justificam o avanço de um processo de afastamento.
Imagem: Jane de Araújo
Moraes nega qualquer irregularidade no caso do Banco Master.
Com informações de Gazeta do Povo
