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Flores ricas em néctar transformam jardins em refúgio para beija-flores e borboletas, mostra estudo

Uma pesquisa conduzida no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e publicada na revista científica Biodiversidade analisou mais de 150 espécies de plantas e concluiu que flores com grande oferta de néctar e pólen se destacam como principais pontos de alimentação para beija-flores e borboletas em áreas urbanas.

De acordo com os pesquisadores, três fatores concentram a maior parte dos polinizadores: formatos florais específicos, cores vibrantes e períodos prolongados de floração. Esses atributos funcionam como um “convite” natural para aves e insetos, aumentando a presença desses visitantes em jardins, varandas e pequenos quintais.

O levantamento mostrou que jardins que reúnem flores desses perfis registram maior diversidade de espécies, contribuindo diretamente para a polinização e para o equilíbrio da biodiversidade local. O estudo destaca ainda que até pequenos espaços podem se beneficiar: bastam algumas plantas adequadas para criar um corredor ecológico que fornece alimento e abrigo aos animais.

Outro ponto observado é que a visita frequente de polinizadores gera um ciclo positivo. Quanto mais néctar disponível, maior a circulação de beija-flores e borboletas, o que, por sua vez, amplia a polinização e estimula novas florações.

Os pesquisadores recomendam que moradores de centros urbanos priorizem espécies com floração contínua ao longo do ano, garantindo alimento constante para as aves e insetos. Além de embelezar o ambiente, essas plantas fortalecem o ecossistema e favorecem a multiplicação de outras espécies vegetais.

Com base nos resultados, os autores afirmam que iniciativas de jardinagem doméstica podem funcionar como importantes instrumentos de conservação, sobretudo em cidades onde espaços verdes são limitados.

Com informações de Olhar Digital

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