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Tocantins fecha 2025 com 68 feminicídios; residências concentram maioria dos crimes

A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins registrou 68 feminicídios em 2025. O total é 5,55% inferior ao de 2024, quando foram contabilizados 72 casos, mas ainda evidencia o risco enfrentado por mulheres dentro do próprio lar.

Segundo o balanço, a maior parte dos assassinatos ocorreu nas casas das vítimas e em contexto de violência doméstica. A capital, Palmas, lidera o ranking estadual com nove ocorrências.

Crimes recentes

Entre os casos mais recentes está o duplo homicídio de mulheres em Buriti do Tocantins, na madrugada de 27 de dezembro. Em Figueirópolis, no sul do estado, a técnica de enfermagem Daiany Batista, de 31 anos, foi morta a tiros; a polícia afirma que o crime foi encomendado por R$ 5 mil e aponta o ex-vereador Genivaldo Mendes da Silva como mandante.

Em Gurupi, Maysa Rodrigues, 35 anos, foi assassinada pelo marido, que manteve o corpo escondido por 24 horas antes de enterrá-lo em uma área de mata. Já em Arraias, Aliny Pereira, de 25 anos, foi morta pelo ex-companheiro, que se suicidou em seguida.

Sobreviventes e acolhimento

Lilia Batista, designer de unhas, sobreviveu a um relacionamento abusivo após fugir do estado onde morava. Ela relata agressões físicas, psicológicas e ameaças de morte. Mesmo após buscar ajuda policial, decidiu mudar-se para o Tocantins com a filha de nove anos para se sentir segura.

Entre agosto e novembro, a Casa da Mulher Brasileira, em Palmas, prestou atendimento a 915 mulheres, oferecendo abrigamento, orientação jurídica, apoio psicológico e assistência social.

Dados da Justiça

Mais de 12 mil processos relacionados à violência contra a mulher tramitam atualmente no Judiciário tocantinense. Em 2025, a Justiça estadual julgou mais de 70 casos de feminicídio. A juíza Cirlene de Assis informa que o Tocantins ocupa a quinta posição entre os estados mais violentos do país nesse tipo de crime.

Picos de violência

Novembro foi o mês mais letal para as mulheres, com 10 casos registrados. Os dados apontam concentração de feminicídios aos fins de semana, principalmente aos sábados e domingos. Além das residências, houve ocorrências em vias públicas, estabelecimentos comerciais e empresas.

Canais de denúncia

Casos de violência podem ser comunicados pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 153 (Guarda Metropolitana). Em situação de emergência, a orientação é acionar a polícia de forma estratégica, como simular pedido de comida para não alertar o agressor.

Com informações de Sou de Palmas

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