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STF determina busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo

A Polícia Federal realizou, na terça-feira (10), busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luís Pablo. A ordem foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a retirada de equipamentos de trabalho, entre eles computadores e telefones celulares.

O mandado integra investigação que apura suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino. De acordo com informações publicadas pelo blog de Fausto Macedo, do Estadão, o procedimento tramita no inquérito aberto em 2019 e relatado por Moraes, ainda sem prazo para conclusão. O STF, porém, informou que a apuração não está vinculada ao Inq 4781, conhecido como inquérito das fake news, e que a investigação foi solicitada pela PF em 23 de dezembro de 2025.

O processo, segundo a Corte, foi inicialmente distribuído ao ministro Cristiano Zanin, que em fevereiro pediu redistribuição, passando o caso para Moraes. A motivação, conforme nota do STF, decorreu de relato do gabinete de segurança institucional de Dino sobre monitoramento de sua rotina e divulgação de placas de veículos, quantidade e nomes de agentes de segurança e outros detalhes considerados sigilosos.

Luís Pablo publicou, em novembro, reportagem em que apontava o uso de uma Toyota SW4 blindada do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por Flávio Dino, supostamente para fins pessoais e familiares, com abastecimento pago pelo Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (FUNSEG-JE). Em março, o jornalista divulgou nova matéria afirmando que, após a publicação inicial, o STF solicitou formalmente ao TJMA a disponibilização de um automóvel para o ministro.

Por nota, o comunicador declarou aguardar acesso integral aos autos para se manifestar e reiterou compromisso com a liberdade de expressão e o direito à informação. A seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) demonstrou preocupação com a apreensão de equipamentos jornalísticos e citou jurisprudência do próprio Supremo que recomenda cautela nesse tipo de medida.

A Polícia Federal não se pronunciou sobre a operação. O STF ressaltou que a ação não trata de crimes contra a honra nem de questões relativas à liberdade de expressão, destacando legislação que permite a tribunais de justiça estaduais ceder veículos em colaboração com a Corte.

Com informações de Gazeta do Povo

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