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Resíduos de granjas viram fonte constante de eletricidade em usinas britânicas

A indústria avícola do Reino Unido passou a transformar fezes e cama de aviário em biomassa para geração de energia elétrica, reduzindo o descarte orgânico e abastecendo milhares de residências. O processo, descrito em estudo da MREUK, emprega incineração controlada dos resíduos para produzir vapor de alta pressão, acionando turbinas que fornecem eletricidade de forma contínua à rede nacional.

A usina de Thetford, apontada como o maior exemplo britânico dessa tecnologia, converte toneladas de dejetos em 38,5 MW, volume que, segundo o relatório, atende cerca de 93 mil casas. Em Ballymena, uma unidade de 3,0 MW garante autossuficiência regional. A previsibilidade da matéria-prima, gerada sem interrupção pela cadeia de alimentos, sustenta a estabilidade energética e diminui a dependência de combustíveis fósseis.

Além da produção elétrica, a queima dos resíduos elimina patógenos, corta emissões de gases de efeito estufa, suprime odores nas granjas e impede a proliferação de pragas. As cinzas resultantes, ricas em fósforo e outros nutrientes, são comercializadas como fertilizantes naturais, reduzindo a necessidade de adubos químicos e completando um ciclo de economia circular.

O governo britânico ampliou subsídios e infraestrutura na última década para diversificar a matriz energética, impulsionando parcerias entre setor privado e órgãos ambientais. Essas condições transformaram o país em polo exportador de engenharia aplicada à biomassa, referência para nações com grande produção avícola, como Brasil e Estados Unidos.

Especialistas em energia projetam que pequenas centrais instaladas dentro de complexos agroindustriais sejam o próximo passo, permitindo que a própria cadeia produtiva consuma a eletricidade gerada localmente e reduza custos operacionais e pegada de carbono.

Com informações de Olhar Digital

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