O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) declarou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca negociar a retirada da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master em troca da votação do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria. Segundo o parlamentar, o requerimento para criação da CPMI já foi protocolado e, de acordo com o regimento interno, deve ser incluído na pauta da próxima sessão conjunta do Congresso Nacional.
Nesta segunda-feira (9), Jordy divulgou um vídeo no qual sustenta que a CPMI “é inegociável” e informa que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar Alcolumbre a pautar o pedido. O deputado também pediu que a oposição deixe de apoiar o requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-RS). Ele argumenta que, diferentemente da CPMI, a CPI não precisa ser pautada imediatamente pelo presidente do Senado, que pode escolher o momento da apreciação.
Dados da Polícia Federal indicam que o contato de Alcolumbre constava no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante a extração de informações feita pela corporação. O requerimento de Vieira propõe uma CPI restrita às relações entre Vorcaro e ministros do STF, o que, segundo Jordy, excluiria deputados, senadores e outros agentes políticos das investigações.
O projeto de lei da dosimetria foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso o Congresso derrube o veto, a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia passar de 27 anos e três meses para quatro anos e dois meses. A mesma mudança alcançaria outros condenados por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A Gazeta do Povo informou ter procurado Alcolumbre, que ainda não se manifestou.
Com informações de Gazeta do Povo
