Um levantamento conduzido pela University of Helsinki avaliou mais de mil cães de 13 raças em dez tarefas de cognição e comportamento, estabelecendo um ranking que colocou o Pastor Belga Malinois na primeira posição em inteligência canina.
Os pesquisadores aplicaram provas que mediam compreensão de gestos humanos, busca autônoma por soluções, impulsividade, cognição social e memória lógica. Cada animal recebeu notas que somaram até 39 pontos.
O Pastor Belga Malinois liderou o estudo com 35 pontos, superando o Border Collie, que obteve 26 pontos, e o Hovawart, com 25. Segundo a equipe, o Malinois apresentou maior precisão na interpretação de comandos e maior foco durante os testes. Já o Border Collie manteve a melhor velocidade de aprendizado de novas palavras e nomes de objetos, enquanto o Hovawart se destacou pela independência em desafios de labirinto.
Os cientistas observaram que raças com menor frustração em tarefas repetitivas alcançaram melhores resultados. A análise também mostrou que o equilíbrio entre autonomia e cooperação foi decisivo para o desempenho final.
O estudo indicou que a herança genética facilita a aprendizagem e o controle de distrações, embora o treinamento contínuo permaneça essencial para aprimorar a capacidade intelectual de qualquer raça. A seleção artificial ao longo de séculos moldou cérebros voltados para trabalho ou companhia, o que explica a superioridade de raças de pastoreio em provas que exigem atenção dividida.
Apesar da agilidade do Border Collie, o Malinois demonstrou menor dependência do olhar humano para concluir as tarefas, fator que contribuiu para sua liderança. Os autores afirmaram que o ranking auxilia tutores a compreenderem melhor as necessidades mentais de cada cão.
Com informações de Olhar Digital
