A Democracia Cristã confirmou neste sábado, 31 de janeiro de 2026, em São Paulo, a pré-candidatura do ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência da República. Durante o evento partidário, o pré-candidato apontou ausência de projetos para aproveitar recursos naturais do país e atribuiu os entraves a interferências de organizações não governamentais e do ativismo ambiental.
Ex-integrante dos governos Lula e Dilma, Rebelo relatou ter se afastado da esquerda e se aproximado da direita ao defender temas ligados à soberania nacional. Ele também reiterou críticas ao Supremo Tribunal Federal, alegando ingerência sobre os Poderes Executivo e Legislativo.
No encerramento do primeiro mandato do prefeito paulistano Ricardo Nunes, Rebelo atuou na Secretaria Municipal de Relações Internacionais após migrar do PDT para o MDB. Em 2025, filiou-se à Democracia Cristã e passou a ser cogitado para a corrida presidencial após o afastamento de José Maria Eymael da direção da sigla.
Ao lançar a pré-candidatura, o ex-ministro declarou que o país precisa retomar a capacidade de usufruir das próprias riquezas, especialmente na Amazônia, que, segundo ele, estaria bloqueada. Ele recordou a posição brasileira na produção de minerais de terras raras, ao lado da China, e afirmou que o Brasil não é pobre, mas sim bloqueado por uma “ideologia do veto”.
Rebelo acrescentou que, na avaliação dele, a atual política federal destrói a nova fronteira mineral e agrícola da Região Norte. Mencionou demarcações da Funai em áreas sem presença indígena e a criação de unidades de conservação em zonas destinadas à agricultura, questionando eventual perseguição a produtores rurais.
O pré-candidato destacou ainda o papel do agronegócio na economia diante do que chamou de processo acelerado de desindustrialização, argumentando que a agroindústria e a agropecuária mantêm empregos urbanos.
Sobre o Judiciário, Rebelo sustentou que o desequilíbrio provocaria insegurança institucional. Citou impedimentos impostos pelo STF a nomeações de ministros e delegados, além da revogação de decisões aprovadas pelo Congresso. Na análise dele, o Supremo não deveria se colocar acima dos demais Poderes e, ao concentrar protagonismo político, teria criado um cenário em que cada ministro funcionaria como uma constituição própria.
Com informações de Gazeta do Povo
