Levantamentos internos recentes mostram que mais de 70% dos eleitores tocantinenses ainda não definiram voto para o Palácio Araguaia em 2026. Com esse contingente, pré-candidatos concentram esforço na construção de alianças e na busca do apoio dos 139 prefeitos, considerado ativo estratégico para chegar competitivo à etapa final da campanha.
Já se apresentam como potenciais concorrentes Ataídes (Novo), Dorinha (União Brasil), Vicentinho (PP), Cinthia Ribeiro (PSDB) e Amélio Cayres (Republicanos. Cada um trabalha para fortalecer estruturas regionais, ajustar o discurso em relação ao governo federal e decidir se a narrativa será de proximidade ou de oposição a Brasília.
Nos ciclos eleitorais recentes, o Tocantins mantém inclinação majoritária a pautas conservadoras e de direita, especialmente entre produtores rurais e eleitores do interior. Ao mesmo tempo, levantamentos nacionais do Datafolha e do Ipec apontam mudanças em segmentos cruciais. As mulheres registram maior rejeição a discursos agressivos, mostram sensibilidade à insegurança econômica e demandam resultados concretos, enquanto a população evangélica amplia influência e passa a ser cortejada por todos os grupos. Entre jovens de 16 a 29 anos, conectados a WhatsApp, TikTok e Instagram, narrativas podem ser redefinidas em tempo real, punindo inconsistências e premiando propostas objetivas.
No funcionalismo estadual — que reúne professores, policiais, profissionais de saúde, agentes penitenciários, servidores do Judiciário e outras categorias — o voto tende a girar em torno de planos de carreira, reajustes salariais, previdência, condições de trabalho e segurança. Observadores apontam que ignorar esse eleitorado abre espaço a adversários que apresentem histórico ou agenda de valorização do servidor.
O peso do voto regional também é ressaltado. Norte, Centro, Sul e Sudeste do Tocantins têm demandas distintas e cobram presença física, estrutura partidária e compromissos com obras e serviços locais. Nessa equação, prefeitos atuam como termômetros e multiplicadores de influência; sua adesão ou resistência pode decidir o desempenho dos nomes que buscam o governo em cada microrregião.
Diante do alto índice de indecisos e da desconfiança em relação à política tradicional, analistas avaliam que a eleição de 2026 tende a ser menos previsível do que indicam os alinhamentos partidários. Estratégias digitais, disputa por palanques municipais e negociações reservadas já movimentam bastidores, mesmo antes do início dos grandes comícios.
Com informações de Atitude Tocantins
